Prefeitos disputam cápsula usada em resgate no Chile

Os prefeitos das regiões mineradoras do Chile consideram um oportunismo que um município do sul do país, Talcahuano, fique com a famosa cápsula Fénix 2, que resgatou os 33 mineiros na semana passada dos 622 metros de profundidade da mina San José. Os municípios inclusive disseram estar dispostos a pagar pela cápsula, que está exposta em Santiago, capital do país, em frente ao Palácio de La Moneda.

AE-AP, Agência Estado

18 de outubro de 2010 | 17h37

"Se for necessário pagar, nós vamos reunir o dinheiro", disse o prefeito de Vallenar, Cristian Tapia, vice-presidente da Associação dos Municípios Mineradores do Chile. Segundo ele, os prefeitos poderão reunir dinheiro dos municípios, da iniciativa privada e das comunidades. "É muita cara de pau pedir que a cápsula fique em Santiago ou em Talcahuano", disse Tapia.

A cápsula Fénix 2 foi construída no arsenal da Marinha do Chile em Talcahuano, no sul do país. Talcahuano fica 1.318 quilômetros ao sul de Copiapó, município onde está a mina San José. Além do módulo número 2, usado no resgate, foram construídas mais duas cápsulas, a Fénix 1 e a Fénix 3. Quase logo após o resgate começou a discussão sobre onde deverá ficar a cápsula, de quase 4 metros de altura e 400 toneladas, pintada de branco, azul e vermelho, as cores da bandeira chilena.

O prefeito de Talcahuano, uma região pesqueira, disse que a Fénix 2 deverá permanecer lá, uma vez que foi construída no local pelo arsenal da marinha. Segundo ele, moradores fizeram um abaixoassinado e recolhem assinaturas para que a Fénix 2 fique em Talcahuano, após o fim da exibição do artefato na Praça da Constituição, em frente ao La Moneda.

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