Prefeitura analisa em larga escala da radiação em Tóquio

O governo municipal de Tóquio deu início nesta quarta-feira a uma pesquisa em larga escala sobre a radiação na cidade, enviando funcionários a parques, playgrounds e outros locais para garantir segurança aos pais sobre as consequências dos vazamentos na usina de Fukushima, afetada pelo tsunami que se seguiu ao terremoto de 11 de março.

REUTERS

15 de junho de 2011 | 10h35

O levantamento será realizado em 100 locais. Estudos anteriores se restringiam a apenas uma área da cidade, cuja população total é de mais de 13 milhões de habitantes.

"Estávamos sendo questionados por mães preocupadas com os filhos. Outras pessoas queriam saber quais eram os níveis de radiação em seu bairro", explicou um funcionário do governo de Tóquio.

Os temores em Tóquio, situada a 240 quilômetros da usina Fukushima Daiichi, aumentaram depois que moradores foram orientados, após o terremoto, a não dar água da torneira para bebês por causa da radiação que vazara.

Esse alerta foi suspenso, mas níveis de radiação que excedem os limites estabelecidos pelo governo foram registrados em produtos agrícolas de áreas bem mais distantes de Fukushima.

A pesquisa desta quarta-feira registrou 0.06 microsieverts de radiação por hora, em um parque de Tóquio, a 1 metro acima do nível do solo, e 0.07 microsieverts a uma altura de 5 cm, o que está de acordo com os níveis normais de radiação na cidade, disse o funcionário.

Em Fukushima os engenheiros ainda tentam manter sob controle os reatores da usina.

(Reportagem de Kiyoshi Takenaka e Chisa Fujioka)

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