Nikki Short/EFE
Nikki Short/EFE

Premiê australiano desvincula sequestro de grupos islâmicos

A Austrália sempre será uma nação livre, aberta e generosa, que vai abrir seu coração para todas as comunidades, diz Abbott

O Estado de S. Paulo

16 de dezembro de 2014 | 08h01

SYDNEY - O primeiro-ministro da Austrália, Tony Abbott, afirmou nesta terça-feira, 16, que seria errado vincular o sequestro de ontem em um café em Sydney a grupos radicais islâmicos, apesar do caso se tretar de um crime terrorista.

Em entrevista coletiva, Abbott disse que o sequestrador, identificado como Man Haron Monis, era um "doente mental com um longo histórico de delitos" e condenou o uso do grupo jihadista "Estado Islâmico" (EI) em referência ao incidente.

O primeiro-ministro enalteceu a coragem das pessoas decentes e inocentes que foram tomadas como reféns durante "a fantasia doente de um indivíduo profundamente perturbado".

"Não somos imunes à violência com motivações políticas que rondou outros países", acrescentou Abbott. "A Austrália sempre será uma nação livre, aberta e generosa, que vai abrir seu coração para todas as comunidades, sem exceção."

Katrina Dawson, uma advogada australiana de 38 anos e mãe de três crianças, e seu compatriota Tori Johnson, de 34 e gerente do estabelecimento atacado, morreram durante o incidente, assim como o sequestrador.

Após 17 horas de sequestro, a polícia invadiu o local, supostamente após ouvir disparos, e abateu o sequestrador. No entanto, até o momento, as autoridades não ofereceram detalhes do ocorrido no interior da "Lindt Chocolate Café".

As autoridades informaram que outras seis pessoas, cinco mulheres que eram mantidas como reféns no local e um agente, ficaram feridos durante a operação, mas se encontram em situação estável. / EFE

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