Dylan Martinez/ Reuters
Dylan Martinez/ Reuters

Premiê britânica busca apoio do Parlamento para acordo do Brexit

Reino Unido cria comitê para coordenar preparativos para saída da União Europeia sem pacto comercial

Redação, O Estado de S.Paulo

07 Janeiro 2019 | 20h42

LONDRES - A primeira-ministra do Reino Unido , Theresa May, presidirá um novo comitê para coordenar os preparativos para a saída da União Europeia e tentar convencer o Parlamento britânico a aprovar o acordo proposto pelo governo para o Brexit, que deve ser votado no dia 15.

Segundo a BBC, Londres trabalha com a possibilidade de um Brexit sem acordo. Segundo a emissora, o comitê para a saída da UE terá 21 membros, entre eles os principais ministros, representantes do Partido Conservador e outras autoridades. O grupo assumirá as funções que até agora eram exercidas por diversos departamentos governamentais, relativas à segurança e às fronteiras.

May tem pouco mais de uma semana para ressuscitar um acordo do Brexit, que continua frágil e sem apoio. Os deputados retomarão amanhã o debate sobre o tratado que a premiê fechou com Bruxelas. A votação foi suspensa no dia 11 de dezembro, depois que May concluiu que não teria apoio parlamentar para aprovar os termos do acordo.

A expectativa é a de que a premiê explique se conseguiu ou não os “esclarecimentos” da UE sobre o texto. A líder dos conservadores não conta com maioria absoluta no Parlamento e enfrenta a oposição de parte de seu próprio partido.

A UE já advertiu que não pensa em mudar o tratado negociado, embora tenha se mostrado disposta a fazer “esclarecimentos” sobre seu conteúdo, em particular a respeito da cláusula de segurança para evitar uma fronteira física entre a Irlanda e a Irlanda do Norte, que seria criada se não houver um acordo após o período de transição.

Até o momento, a questão irlandesa parece um beco sem saída para May. Parte de seu apoio parlamentar vem dos unionistas, que não aceitam que a Irlanda do Norte viva em um regime jurídico diferente de Londres – o que é praticamente impossível de conseguir se a fronteira física não for restabelecida. / AFP e EFE

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