Dylan Martinez/ Reuters
Dylan Martinez/ Reuters

Premiê britânica e líder da oposição concordam com debate sobre Brexit na TV

Partido Trabalhista diz que planeja se opor ao pacto da premiê no Parlamento e , se chegasse ao poder, firmaria um acordo comercial com o bloco com foco na proteção de empregos

O Estado de S.Paulo

27 de novembro de 2018 | 17h11

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, e o líder da oposição, Jeremy Corbyn, do Partido Trabalhista concordaram com um debate televisivo sobre o Brexit no horário nobre da televisão antes da votação no Parlamento sobre o acordo, marcada para o dia 11, enquanto a premiê luta para obter apoio  para o acordo acertado com a União Europeia.

May desafiou pessoalmente seu rival a ir ao debate, e disse que o formato precisará ser decidido pela emissora. A equipe de Corbyn aceitou a oferta, desencadeando exigências de outros partidos e de grupos contrários à separação britânica da UE para que seus membros também tenha permissão de participar.

“Explicarei por que acho que este acordo é o acordo certo para o Reino Unido — e sim, estou pronta para debater com Jeremy Corbyn”, disse May ao jornal Sun. “Porque eu tenho um plano. Ele não tem um plano”.

O Partido Trabalhista disse que planeja se opor ao pacto da premiê no Parlamento e , se chegasse ao poder, firmaria um acordo comercial com o bloco com foco na proteção de empregos.

Esta é a primeira vez em que May parece se mostrar disposta a enfrentar o líder trabalhista em um debate ao vivo na TV, já que ela se recusou a participar de qualquer um na campanha da eleição geral do ano passado.

Depois de obter um acordo com a UE no final de semana, May lançou uma campanha nacional para angariar apoio ao pacto, mas ficou constrangida quando o presidente americano, Donald Trump, disse que ele parece bom para a UE.

Por ora suas perspectivas de conseguir um endosso parlamentar parecem ruins, já que as críticas ao acordo aprovado em Bruxelas no domingo vêm de todos os lados, inclusive do partido da Irlanda do Norte que sustenta seu governo conservador de minoria./ REUTERS

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