AFP PHOTO / POOL AND AFP PHOTO / Ben STANSALL
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Premiê britânica rejeita equivalência entre 'fascistas e os que se opõem a eles'

Em primeiro evento oficial após as férias, Theresa May afirmou que o Reino Unido tomou medidas para proibir os grupos de ultradireita e cobrou que 'todos aqueles em postos de responsabilidade condenem as posições de extrema direita'

O Estado de S.Paulo

16 Agosto 2017 | 09h33

LONDRES - A primeira-ministra britânica, Theresa May, rejeitou nesta quarta-feira, 16, a equivalência entre os fascistas e aqueles que os combatem, em resposta aos comentários do presidente americano Donald Trump sobre os confrontos em Charlottesville.

"Não vejo equivalência entre os que propõem pontos de vista fascistas e os que se opõem a eles", disse May em Portsmouth, no primeiro dia de atividades oficiais após as férias. "É importante que todos aqueles em postos de responsabilidade condenem as posições de extrema direita", completou.

"O Reino Unido adotou medidas para proibir os grupos de ultradireita", recordou May, insistindo que "não há equivalência". Com a crítica, May se junta a importantes figuras do Partido Republicano que, na véspera, também criticaram Trump, por culpar os "dois lados" pela violência na Virgínia.

Na terça-feira, pela segunda vez, Donald Trump afirmou que a responsabilidade pela violência que sacudiu Charlottesville no sábado deve ser atribuída "aos dois lados".

O presidente americano incluiu assim no mesmo lado da balança os membros da ultradireita supremacista branca que se reuniram na pequena cidade da Virgínia e os manifestantes que seguiram ao local para denunciá-los.

"Há culpa dos dois lados", insistiu Trump. "Observei com atenção, com muito mais atenção que a maioria das pessoas. Havia um grupo de um lado que era agressivo e outro grupo do outro lado que também era muito violento".

Durante os incidentes, uma mulher de 32 anos morreu quando um simpatizante neonazista de 20 anos, James Fields Jr., avançou intencionalmente com seu veículo na direção dos manifestantes antirracistas. / AFP

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