Premiê britânico irá à Escócia tentar conter campanha separatista

Cameron afirmou que fará de tudo para manter a Grã-Bretanha unida e manterá bandeira escocesa hasteada em casa até pleito

O Estado de S. Paulo

09 de setembro de 2014 | 17h18

EDIMBURGO/LONDRES - O primeiro-ministro britânico, David Cameron, pediu aos escoceses nesta terça-feira, 9, que não votem pela independência no referendo da semana que vem e disse que irá à Escócia na quarta-feira para se juntar à campanha contra a secessão.

"No fim das contas, cabe ao povo escocês decidir, mas quero que saibam que o resto da Grã-Bretanha - e falo como primeiro-ministro - quer que permaneçam". O pedido foi feito depois que uma nova pesquisa de intenção de voto mostrou crescimento no apoio à separação da Grã-Bretanha.

Cameron se comprometeu a fazer tudo que puder para manter a região unida.

O gesto de Cameron deixou claro que a separação, antes considerada um delírio, agora é uma possibilidade concreta. O porta-voz dele declarou que a bandeira azul e branca da Escócia ficará hasteada sobre a residência de Cameron, em Downing Street, até o pleito da próxima semana.

Autonomia. Os principais partidos políticos britânicos prontificaram-se a proteger a união de 307 anos, prometendo mais autonomia aos escoceses. O líder nacionalista Alex Salmond declarou em Edimburgo que a pesquisa de opinião revelou que a campanha anti-independência “desmoronou”.

O número de pessoas que disseram que votarão "não" à independência caiu de 45% para 39% no último mês. O apoio ao "sim" ficou um pouco atrás, com 38%, mas teve um crescimento acentuado em relação aos 32% de um mês atrás.

O levantamento veio na esteira de outra pesquisa, publicada no fim de semana pelo jornal Sunday Times, que colocou a campanha independentista ligeiramente à frente pela primeira vez no ano, levando a uma queda na libra esterlina e nas ações britânicas como reflexo dos temores de que uma Escócia independente possa ter dificuldades econômicas. / REUTERS

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