Premiê chinês considera que economia do país melhora

A economia da China mostra "mudanças positivas", indicou o primeiro-ministro We n Jiabao, que pediu mais esforços para combater o impacto da crise financeira mundial.

AE-AP, Agencia Estado

12 de abril de 2009 | 07h03

A economia chinesa apresentou "mudanças positivas melhores do que o esperado na primeiro trimestre", devido ao grande pacote de estímulo econômico do governo asiático, disse o premiê durante encontro de cúpula asiática na Tailândia, informaram a agência noticiosa oficial Xinhua e outros meios de comunicação locais.

Wen se referiu à melhoria nos investimentos, no consumo e no estado do comércio. Acrescentou que alguns setores da economia "estão em um processo de recuperação gradual", citou a Xinhua. A informação foi divulgada antes e o primeiro-ministro não fez previsões sobre o crescimento econômico no primeiro trimestre, que se espera o país divulge nos próximos dias.

Alguns analistas creem que a China começa a recuperar-se ao tempo que o pacote de estímulo de 4 bilhões de yuans (US$ 586 milhões) impulsione o crédito, a demanda de aço e outros materiais. Mas advertem que os indicadores são tentativos e se mostram especialmente o efeito do gasto do governo, uma vez que o consumo privado e os investimentos se mantêm fracos.

As projeções de crescimento econômico na China são de ao menos 5% para este ano, uma taxa maior que em qualquer outro país importante, mas menos que os 9% do ano passado e os 13% de 2007.

Segundo dados comerciais apresentados sexta-feira, as exportações chinesas caíram 17% em março, mas este foi menos grave que os 25,7% de fevereiro. Uma pesquisa feita entre empresas e apresentada há duas semanas mostrava que o setor manufatureiro chinês se expandiu ligeiramente em março, depois de uma contração de um mês na qual se perderam 20 milhões de empregos.

Wen, o maior funcionário econômico chinês, pediu uma vigilância contínua, segundo informou a Rádio Nacional Chinesa em seu site na Internet. "A crise não chegou a seu pior momento, dificilmente podemos dizer que a economia chinesa saiu ilesa da crise", afimrou. "O que podemos fazer é realizar o maior esforço para minimizar o efeito da crise."

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