Premiê chinês diz que imóveis não devem subir

O primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, afirmou que não deve ser permitido que os preços dos imóveis no país se recuperem e que o controle da demanda especulativa no setor imobiliário será uma política de longo prazo. "Atualmente, a restrição a propriedades no atual mercado continua em uma fase crítica. Nós devemos constantemente implementar medidas de aperto e fazer dos controles contra a demanda imobiliária especulativa uma política de longo prazo", disse Wen, em comentários feitos durante uma viagem à Província de Jiangsu, de acordo com um comunicado inserido no site do governo neste sábado.

PATRICIA LARA, Agência Estado

07 de julho de 2012 | 11h11

"Nós devemos continuar limitando a demanda imobiliária especulativa, prevenir diretrizes disfarçadas de alívio e sinais inverídicos de má conduta (no mercado)", observou Wen, ressaltando, porém, que a China vai continuar com políticas de crédito, tributárias e restritivas para encorajar a compra da primeira casa e desencorajar a especulação.

Esses esforços para reorientar os preços dos imóveis para níveis mais razoáveis devem continuar e não se deve permitir que os preços dos imóveis se recuperem, afirmou o premiê chinês. Caso contrário, a campanha para conter os preços dos imóveis vai fracassar no último obstáculo, salientou Wen.

A venda de imóveis se acelerou em algumas cidades chinesas, na medida em que a China anunciou estratégias de alívio monetário nos últimos meses, após mais de dois anos de iniciativas restritivas. A China anunciou redução dos juros duas vezes neste ano. O primeiro corte veio em 8 de junho e o segundo, em 6 de julho.

O avanço dos preços dos imóveis em algumas cidades chinesas no mês passado foi desencadeado pela esperança de que Pequim adotaria medidas adicionais para aliviar o setor imobiliário, diante do empenho do governo para tentar revigorar o crescimento econômico. "Atualmente, as informações sobre o setor imobiliário são caóticas, as expectativas sobre a tendência para os preços dos imóveis mudaram e as pessoas estão preocupadas com uma recuperação", afirmou Wen.

O premiê disse que a China vai aprimorar a supervisão do mercado imobiliário e vai "punir rigorosamente os empreendedores imobiliários, agências e indivíduos que desrespeitarem as regras ou subornarem para obter qualificações para compra de imóveis". Segundo Wen, os governos locais que amenizaram as medidas de aperto para o setor imobiliário devem se esforçar para retificá-las.

O preço médio de imóveis na China subiu 0,05% em junho, para 8.688 yuans (US$ 1.368) o metro quadrado, de acordo com dados divulgados na segunda-feira pelo Sistema de Índice do Setor Imobiliário, um provedor de dados do setor privado.

Autoridades monetárias recomendaram que os bancos apoiem compradores genuínos de casas e orientem os empreendedores imobiliários a construir casas menores voltadas para compradores da primeira casa. Ao mesmo tempo, eles devem prevenir que os preços dos imóveis se recuperem rapidamente.

Desde 2010, o governo chinês tenta deflacionar o que se tornou uma bolha imobiliária sem comprometer a economia ampla que tem dado sinais de fragilidade. A campanha tem o objetivo primordial de conter a escalada dos preços dos imóveis e incluiu medidas administrativas como a que limitou a compra de casas com o intuito de dificultar especulações. As informações são da Dow Jones.

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