Premiê chinês elogia Paquistão por combater terrorismo

Os sacrifícios do Paquistão na luta global contra o terrorismo devem ser reconhecidos e respeitados pela comunidade internacional, disse hoje o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, a parlamentares paquistaneses. Ele discursou em uma sessão conjunta da Assembleia Nacional do Paquistão no último dia de uma visita oficial principalmente focada nas relações comerciais entre os dois aliados. Durante a visita de três dias, ambos os países se comprometeram com 35 novos acordos, que deverão resultar em um investimento de até US$ 30 bilhões no Paquistão durante os próximos cinco anos.

AE, Agência Estado

19 de dezembro de 2010 | 12h40

"O Paquistão estava na frente da luta internacional contra o terrorismo e fez grandes sacrifícios e importantes contribuições, que foram óbvios para todos", afirmou o premiê chinês. "A comunidade internacional deve reconhecer isso e dar grande apoio, bem como respeito, ao ritmo de desenvolvimento escolhido pelo Paquistão." Wen acrescentou que o combate ao terrorismo não deve ser focado em religiões específicas ou grupo étnicos, e sim na erradicação "dos fatores que alimentam o terrorismo".

As áreas tribais do Paquistão são o lar de milhares de militantes envolvidos ou a favor de ataques contra tropas aliadas no país, nos Estados Unidos e no Afeganistão. A cooperação de Islamabad é tida como vital para combater ações terroristas e estabilizar a situação no Afeganistão.

O exército paquistanês lançou várias ofensivas na remota região noroeste, onde ficam os insurgentes, mas o governo continua sendo criticado no Ocidente por não fazer o bastante para acabar com as ameaças. Boa parte das críticas está centrada na relutância militar em avançar para o Waziristão do Norte, que efetivamente é controlado por uma mistura de Taleban, Al-Qaeda e de grupos afiliados.

A ameaça imposta pelos insurgentes no Paquistão é uma crescente preocupação para os chineses, já que os dois países compartilham uma mesma fronteira. A China também lida com o próprio movimento separatista muçulmano.

O discurso de Wen Jiabao ao parlamento paquistanês foi o primeiro já feito por um líder chinês. A China é o aliado mais próximo do Paquistão na Ásia e concede ajuda e assistência técnica a Islamabad, incluindo tecnologia nuclear. As informações são da Associated Press.

Tudo o que sabemos sobre:
ChinaPaquistãoterrorismo

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.