Zurab Kurtsikidze/Efe
Zurab Kurtsikidze/Efe

Premiê da Crimeia diz que anexação à Rússia pode levar meses

Em conversa, presidentes dos EUA e da China concordaram que soberania da Ucrânia deve ser respeitada

O Estado de S. Paulo,

10 de março de 2014 | 10h53

MOSCOU - O primeiro-ministro da Crimeia, Sergei Axionov, pró-Rússia, afirmou nesta segunda-feira, 10, que a incorporação do território à Rússia poderia ser completada "em meses", caso o referendo convocado para este domingo aprove a anexação.

"Se a consulta popular disser que sim, que a Crimeia deve fazer parte da Rússia, começaremos a trabalhar e tentaremos nos instalar o mais rápido possível no campo legislativo da Rússia", disse Axionov em entrevista divulgada pela agência oficial russa RIA Novosti.

O premiê acrescentou que a incorporação exigiria um período de transição, já que a Crimeia precisaria adotar o rublo como meio de pagamento, e afirmou que o referendo será "o mais transparente possível". "Os observadores não terão nenhum problema."

O governo de Kiev e grande parte da comunidade internacional consideram a consulta popular ilegal. No domingo 9, o presidente americano, Barack Obama, conversou com seu homólogo chinês, Xi Jinping, sobre a crise ucraniana.

Segundo a Casa Branca, os dois presidentes concordaram sobre a "importância de se respeitar os princípios de soberania e integridade territorial" da Ucrânia e se disseram dispostos a "diminuir as tensões e encontrar uma solução pacífica para a crise entre Rússia e Ucrânia."

A população da Crimeia responderá no domingo duas perguntas: "É a favor da reunificação da Crimeia com Rússia como sujeito da Federação Russa?" e "É a favor que se volte a pôr em vigor a Constituição da Crimeia de 1992 e do status da Crimeia como parte da Ucrânia?". Na Crimeia quase 60% da população é russa, 25% ucraniana, além de uma minoria tártara (12%)./ EFE e AP

Tudo o que sabemos sobre:
UcrâniaEUARússiaChinaCrimeia

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.