Bob Strong/Reuters
Bob Strong/Reuters

Premiê da Dinamarca chora e se desculpa por massacre de visons; assista

Matte Frederiksen foi às lágrimas ao se desculpar por sua gestão da pandemia; governo dinamarquês autorizou o abate de 17 milhões de animais para conter mutação do vírus da covid-19

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de novembro de 2020 | 08h56

A primeira-ministra da Dinamarca, Matte Frederiksen, foi às lágrimas ao se desculpar por sua gestão da pandemia do novo coronavírus no país. Com quase 76 mil casos confirmados da doença e 811 mortes, o governo autorizou o extermínio de 17 milhões de visons após uma mutação do vírus da covid-19 ser encontrada nos animais.

A declaração emocionada da primeira-ministra foi dada nessa quinta-feira, 26, durante uma visita a uma fazenda de visons no município de Kolding, onde todos os animais foram abatidos, apesar de saudáveis.

"Não tenho problemas em me desculpar pelos acontecimentos, já que erros foram cometidos", disse Frederiksen. O abate em massa foi ordenado após a detecção da mutação nos animais e em seres humanos, o que pode indicar a transmissão entre as espécies. A mutação poderia prejudicar a eficácia das vacinas que estão sendo desenvolvidas atualmente.

A descoberta da mutação foi compartilhada com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças. A conclusão foi baseada em testes de laboratório do State Serum Institute, órgão local de controle de doenças infecciosas.

Diretor do programa de emergências da OMS, Mike Ryan pediu investigação em larga escala da questão. "As autoridades estão investigando o significado epidemiológico e virológico dessa descoberta", disse a OMS em comunicado à Reuters. 

As cepas do novo vírus foram encontradas em cinco visons e em 12 humanos. As autoridades estimam que existam no país entre 15 milhões e 17 milhões de visons (também conhecidos como minks). Surtos do novo coronavírus em fazendas de criação de visons continuam a ser registrados na Dinamarca, maior produtor de pele de visons. Os esforços para abater os animais infectados começaram em junho. Policiais, militares e guardas nacionais vão participar da operação para acelerar o abate, disse Frederiksen.

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