Premiê da Índia inicia sua primeira viagem oficial à China

Singh é o primeiro líder estrangeiro que viaja à China no simbólico ano olímpico de 2008

EFE,

13 de janeiro de 2008 | 02h44

O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, iniciou neste domingo, 13, sua primeira visita oficial à China, na qual os dois países, com uma população conjunta de mais de dois bilhões de pessoas, tentarão reforçar seu laços econômicos e avançar na resolução das disputas fronteiriças. Singh é o primeiro líder estrangeiro que viaja à China no simbólico ano olímpico de 2008, e durante a visita assinará acordos de cooperação em vários campos, entre eles, gestão de terras, medicina tradicional e habitação. Neste domingo o premiê indiano visitará as sedes olímpicas, e amanhã se reunirá com seu colega Wen Jiabao, e com o presidente Hu Jintao, que viajaram à Índia em 2005 e 2006, respectivamente, informou o jornal "South China Morning Post". Além disso, participará do estabelecimento de uma equipe médica conjunta que prestará tratamento gratuito às pessoas mais desfavorecidas dos dois países, segundo a agência estatal "Xinhua". A cooperação econômica entre as duas economias que mais crescem no mundo será um dos eixos dos encontros, e Singh, que viaja acompanhado por uma grande delegação comercial, tentará reparar o enorme déficit de seu país com relação ao gigante asiático. Outros temas na agenda são a segurança energética e a mudança climática, sobre o qual os dois países mantêm uma postura similar e defendem que as nações em desenvolvimento não assumam compromissos de redução de emissões poluentes no acordo que vai substituir o Protocolo de Kyoto em 2012. Além disso, falarão sobre as disputas fronteiriças entre os dois países que levaram a uma guerra em 1962 e que não foram resolvidos apesar de várias rodadas de negociações. A China reivindica sua soberania sobre Arunachal Pradesh (90 mil quilômetros quadrados), enquanto a Índia afirma que Pequim ocupa ilegalmente 38 mil quilômetros quadrados da Caxemira (a região que os chineses chamam de Aksai Chin), que o Paquistão cedeu unilateralmente ao gigante asiático. Antes de viajar à China, Singh declarou à "Xinhua" que chega "com a mente aberta para manter discussões honestas e livres sobre todos os assuntos de interesse comum, com a intenção de estabelecer relações que beneficiem os dois países e as gerações futuras".

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