Premiê da Índia pede o fim dos protestos violentos na Caxemira

Desde junho, quase 90 pessoas morreram nos conflitos com as forças de segurança

BBC

15 de setembro de 2010 | 10h22

 

NOVA DÉLHI - O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, pediu nesta quarta-feira, 15, que os manifestantes deixem de protestar na região da Caxemira. Outras duas pessoas morreram nesta quarta, elevando a 89 o número de mortos na região desde junho por conta dos protestos antiindianos.

 

O premiê participa de uma reunião para tentar resolver a crise na Caxemira indiana. No encontro, deve ser decidida a suspensão de leis que protegem as forças de segurança indianas de serem julgadas por eventuais crimes cometidos na região. A maioria das mortes nos protestos foram causadas por tiros disparados pelos policiais.

 

"O único modo de alcançarmos a prosperidade e a paz duradoura em Jammu e na Caxemira é pelo diálogo. Estamos prontos para conversar com todo e qualquer grupo que renuncie às práticas violentas", anunciou Singh, que se disse chocado por ver "tantos homens, mulheres e até crianças protestando".

 

O ministro-chefe para Jammu e para a Caxemira, Omar Abdullah, disse que amenizar as leis de proteção das forças indianas seria um bom modo de apaziguar os protestos, o que foi rejeitado pela oposição.

 

Críticos dizem que a lei, chamada de Ato dos Poderes Especiais às Forças Armadas, torna impossível a acusação contra militares indianos por crimes contra os direitos humanos. Os generais, porém, alegam que não se pode operar na Caxemira sem a medida de imunidade.

 

Os líderes separatistas da Caxemira disseram que medidas como o relaxamento da lei não vai melhorar a situação. Eles insistem que o governo indiano precisa lançar uma iniciativa política sólida para resolver a situação da região, que é disputada pela Índia e pelo Paquistão há décadas. Os separatistas pedem a desvinculação da Índia e a anexação ao Paquistão.

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