Premiê da Índia vai deixar cargo e apoia Gandhi como sucessor

O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, descartou nesta sexta-feira a permanência no cargo por mais um mandato após as eleições marcadas para maio e anunciou seu apoio a Rahul Ghandi, descendente da dinastia Nehru-Gandhi, para liderar o país caso seu partido saia vencedor da votação.

SRUTHI GOTTI, Reuters

03 de janeiro de 2014 | 11h59

Singh, 81 anos, tem comandado a Índia por uma década como chefe da coalizão de governo liderada pelo seu partido Congresso Nacional Indiano (CNI). Havia uma grande expectativa de que ele deixasse o poder.

Caso seja escolhido para liderar o CNI nas eleições, Gandhi terá que lidar com escândalos de corrupção, uma insistente inflação e o baixo crescimento econômico na última década, fatores que, segundo pesquisas de opinião, têm deteriorado o apoio ao governo.

"Em poucos meses, após as eleições gerais, eu vou passar o bastão para um novo primeiro-ministro", disse Singh em um rara coletiva de imprensa, acrescentando que uma "nova geração" conduziria o país.

Singh disse que Gandhi, de 43 anos, deveria ser o candidato a primeiro-ministro do CNI nas eleições.

"Rahul Gandhi possui excelentes credenciais para ser nomeado como candidato e eu espero que nosso partido tome essa decisão no momento apropriado."

Uma reunião de cúpula do CNI está marcada para 17 de janeiro, após a qual deverá anunciar seu candidato.

Seja qual for o escolhido, ele terá como adversário Narendra Modi, do Partido Bharatiya Janata (PBJ), que está à frente nas pesquisas de intenção de voto.

Tudo o que sabemos sobre:
INDIAPREMIEELEICOES*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.