Premiê da Índia visita a China para reforçar parcerias

O primeiro-ministro da Índia, Atal Bihari Vajpayee, que realiza a primeira visita de um líder de seu país à China em uma década, disse nesta segunda-feira que pretende reforçar as parcerias comerciais e diplomáticas entre as duas potências nucleares ex-rivais.A visita de Vajpyee está sendo vista por ambas as partes como uma oportunidade para reforçar os laços entre os dois cautelosos vizinhos, que travaram uma guerra em 1962 e que continuam reivindicando um do outro partes do território do outro lado da fronteira. Vajpayee disse a seu colega chinês, Wen Jiabao, no início do encontro entre ambos no Palácio do Povo em Pequim, a sede do Legislativo chinês, que esperava construir ?laços de paz, amizade, confiança e cooperação?.?Espero que minha viagem sirva para reforçar a confiança e o entendimento entre os dois países?, disse o premiê indiano. Wen disse a Vajpayee que sua visita a Pequim ?poderá ter um grande impacto no futuro desenvolvimento das relações mútuas?. As relações sino-indianas progrediram nos últimos anos, tendo como enfoque o comércio, que atingiu no ano passado a cifra de US$ 5 bilhões. A China disse ter importado da Índia, nos primeiros quatro meses deste ano, o dobro do que importou no ano anterior.Funcionários indicaram que Vajpayee e os líderes chineses dedicarão pouco tempo a temas que possam provocar dissensões, tais como a aliança da China com o Paquistão, país adversário da Índia em três guerras.Em um discurso na Universidade de Pequim, Vajpayee lançou um apelo por relações comerciais mais estreitas entre as duas nações mais populosas do mundo, qualificando como ?forças complementares? o desenvolvimento da Índia no setor de informática e o da China no setor de manufaturas. Entre outros encontros, Vajpayee se reunirá com o presidente chinês, Hu Jintao, e seu predecessor, Jiang Zemin, que continua à frente do comitê do Partido Comunista que dirige as forças militares chinesas.Embora os dois lados pretendam abordar o tema das disputas fronteiriças, não existe expectativa de que cheguem a um acordo durante a visita de Vajpayee.

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