Manuel Silvestri / Reuters
Manuel Silvestri / Reuters

Premiê da Itália decreta estado de emergência em Veneza

Giuseppe Conte lembra que, além da maré alta, a passagem de cruzeiros também impacta a região; um fundo de € 20 milhões será disponibilizado para intervenções mais urgentes

Redação, O Estado de S.Paulo

14 de novembro de 2019 | 10h16

ROMA - O governo do primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, decretou nesta quinta-feira, 14, estado de emergência em Veneza, após as excepcionais marés altas que causaram danos incalculáveis ao seu patrimônio artístico e imobiliário. Foram anunciadas ainda as primeiras medidas de ajuda para os moradores, empresários e comerciantes da região que sofrem com os alagamentos.   

Conte anunciou a decisão pelo Twitter e também comunicou que um fundo inicial de € 20 milhões será disponibilizado para intervenções mais urgentes. 

O chefe de governo, que chegou na quarta-feira à cidade, anunciou também que no dia 26 convocará um comitê interministerial, com a presença de autoridades locais, para discutir os "problemas estruturais de Veneza".

Conte lembrou que não apenas a maré alta impacta a região, mas também a passagem de grandes cruzeiros.

O premiê explicou que está sendo estudada uma primeira fase de auxílios, com indenização inicial de € 5 mil (R$ 23 mil) aos moradores e até € 20 mil (R$ 92 mil) para quem tem alguma atividade comercial.

Além disso, o primeiro-ministro garantiu que os que tiveram "prejuízos mais consistentes" terão situação analisada por técnicos, para que seja pago o ressarcimento correto.

Conter a maré alta

Conte afirmou ainda que, em breve, será anunciado o nome do comissário para a finalização da Mose, a gigantesca obra de engenharia que visa impedir os efeitos da maré alta em Veneza, que está com a construção atrasada e cercada de polêmicas e acusações de corrupção.

Na quarta-feira, a cidade de Veneza registrou sua pior inundação desde 1966, com 80% da cidade sendo prejudicada e registro de água de 1,87 metro de altura.

O Centro de Marés da cidade aponta que está mantido o alerta de altas para toda a semana. A expectativa para sexta-feira é de um pico de 1,45 metro. / EFE e AFP 

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