Premiê da Líbia pede ajuda estrangeira

A produção de petróleo na Líbia deverá ser retomada em breve, mas o problema de segurança dentro país não deve melhorar até que receba apoio técnico da comunidade internacional, disse o primeiro ministro do país, Ali Zeidan.

AE, Agência Estado

17 de setembro de 2013 | 08h00

Em uma rara aparição, o premiê disse que a Líbia está criando até 10 campos de treinamento e já pediu ajuda para a Alemanha, EUA e França. Mas, segundo a autoridade, a Líbia precisa de assistência estrangeira adicional para treinar as forças de segurança do país. O pedido por ajuda também inclui reunir armas e munição que foram perdidas após a guerra civil líbia, que retirou o ditador Muamar Kadafi do poder há dois anos.

"A situação não vai melhorar se não conseguirmos ajuda prática da comunidade internacional", disse Zeidan em uma conferência em Londres.

Apesar de a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) considerar uma ampla missão de treinar as forças de segurança da Líbia, apenas alguns países - como a Turquia - assumiram tal esforço até agora.

Zeidan deve se reunir com o premiê do Reino Unido, David Cameron, mais tarde nesta terça-feira.

Desde que assumiu o cargo no ano passado, o primeiro-ministro Zeidan tem enfrentado uma deterioração da segurança, culminando com o fechamento da maioria dos terminais de petróleo por manifestantes armados. Além disso, dois terços da produção de petróleo do país foram suspensos. Zeidan disse, contudo, que seu governo estava chegando perto de um acordo com os grevistas.

"Nos próximos dias, vamos trabalhar em resolver esse problema", disse ele. "A produção de petróleo será retomada, não vai demorar muito", disse Zeidan, citando a retomada das atividades no maior campo de petróleo da Líbia, a Sharara, operado pela Repsol.

Mas Zeidan disse que a Líbia ainda enfrenta a ameaça mais ampla de terrorismo depois que o mandato de 42 anos de Kadafi prejudicou sistematicamente as instituições estatais.

"Quarenta anos de destruição requer tempo", disse Zeidan. Mas, "o Estado está sob a ameaça do terrorismo". Fonte: Dow Jones Newswires.

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