David Lintott/ AFP
David Lintott/ AFP

Premiê da Nova Zelândia pede desculpas após selfie em aglomeração com apoiadores

Considerada uma das líderes mais eficientes na resposta à pandemia, Jacinda Ardern foi criticada por opositores que a chamaram de 'egoísta'

Redação, O Estado de S.Paulo

21 de setembro de 2020 | 13h58

A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, considerada uma das líderes mais eficientes na resposta à pandemia de covid-19, recebeu uma série de críticas após tirar uma selfie com um grupo de apoiadores, desrespeitando o distanciamento físico durante um evento de campanha.

Nas redes sociais, Jacinda foi chamada de "egoísta" por alguns de seus principais opositores, como David Seymour e Judith Collins. Favorita nas eleições gerais marcadas para 17 de outubro, a premiê reconheceu o erro. "Eu deveria ter dado um passo a frente, deveria ter pedido a eles que se afastassem uns dos outros, e reconheço isso", disse.

"As empresas do setor de serviços e entretenimento não podem ganhar dinheiro no nível 2 [uma das classificações de reabertura] por causa das regras de funcionário único e do distanciamento social. Enquanto isso, a responsável pelas regras é egoísta e não respeita o distanciamento social", escreveu Seymour.

Até esta segunda, a Nova Zelândia registrou 1.815 casos e 25 mortes por coronavírus, de acordo com dados da Universidade americana Johns Hopkins.

Nesta segunda-feira, 21, Jacinda anunciou a suspensão das restrições impostas para conter a propagação do coronavírus em quase todo o país. A única exceção é a cidade de Auckland, onde ainda serão proibidas reuniões com mais de 100 pessoas. De acordo com a premiê, a maior cidade do país precisa de mais tempo antes da suspensão total.

"Nossas ações coletivas conseguiram colocar o vírus sob controle", disse Jacinda durante uma entrevista coletiva. "Este foi o centro do surto e é por isso que esse cuidado é necessário aqui"./ REUTERS

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