Premiê da Nova Zelândia pede que país esteja preparado para o pior

29 mineradores continuam presos desde a última sexta-feira, 19, após uma explosão de gás tóxico

AP e Efe

23 de novembro de 2010 | 09h58

Esperança. Familiares dos mineiros se abraçam, na espera de notícias mais animadoras.

 

O primeiro-ministro da Nova Zelândia, John Key, pediu nesta terça, 23, que o país se prepare para o pior já que não há caminho viável para alcançar os 29 mineradores presos desde sexta-feira, 19.

Os trabalhadores ficaram soterrados após uma explosão de gás tóxico que causou  o desabamento no poço da mina de carvão da empresa Pike River, situada em Greymouth, no litoral ocidental da ilha do Sul da Nova Zelândia.

"O ambiente tóxico ainda é muito instável para enviar equipes de resgate", disse o superintendente da polícia, Gary Knowles, que é chefe das equipes de resgate. "A situação é muito séria e, conforme passa o tempo, a esperança vai diminuindo. Temos de ser realistas", completou.

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Em uma tentativa desesperada, o exército do país enviou um robô à mina para tentar localizar os trabalhadores, que não deram ainda sinal de vida, mas o mecanismo falhou. Nesta segunda, 22, um outro robô foi enviado, mas também ficou quebrado quando água entrou em seu circuito. Os robôs são vulneráveis à umidade e podem até gerar faíscas dentro da mina.

A empresa Pike River explicou que os trabalhadores estão a apenas 150 metros da superfície, mas a 2,5 quilômetros da entrada da mina, sob um túnel que passa abaixo da cordilheira de Paparoa. Especialistas dizem ser possível que os mineradores estejam vivos, mas o resgate não deve demorar.

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