Marty Melville / Gabinete da primeira-ministra da Nova Zelândia / AFP
Marty Melville / Gabinete da primeira-ministra da Nova Zelândia / AFP

Premiê da Nova Zelândia pede que pessoas não pronunciem nome de autor do massacre

Jacinda Ardern afirma que quer fazer todo o possível para evitar que agressor tenha a atenção que deseja

Redação, O Estado de S.Paulo

19 de março de 2019 | 06h20

CHRISTCHURCH, NOVA ZELÂNDIA - A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, afirmou nesta terça-feira, 19, que jamais pronunciará o nome do autor do massacre em duas mesquitas em Christchurch, afirmando que o atirador enfrentará "toda a força da lei".

Cinquenta pessoas morreram na sexta-feira durante o atentado cometido por um supremacista branco, após ter publicado um manifesto citando vários autores de ataques racistas ou de extrema direita.

"Com este ato terrorista ele buscava várias coisas, entre elas notoriedade, por isto jamais me ouvirão dizer seu nome", disse a premiê. "Peço a vocês: digam os nomes dos que morreram no lugar do nome do homem que provocou tais mortes. É um terrorista, um criminoso, um extremista, que comigo não terá nome.”

O australiano Brenton Tarrant, de 28 anos, foi detido pela polícia sob a acusação de assassinato e, segundo Jacinda, responderá a mais acusações.

A primeira-ministra prometeu uma reforma na legislação sobre armas na Nova Zelândia, onde o atirador comprou o fuzil de assalto de forma legal.

Jacinda também anunciou uma investigação sobre como Tarrant planejou os ataques no país sem ser identificado pelos serviços de segurança.

"A pessoa que cometeu estes atos não era daqui. Não foi criada aqui. Não encontrou sua ideologia aqui, mas não quer dizer que estas mesmas ideias não existam aqui", disse ela. / AFP

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