REUTERS/Ross Land - 24 de Junho de 2018
REUTERS/Ross Land - 24 de Junho de 2018

Premiê da Nova Zelândia volta ao trabalho após licença-maternidade

Jacinda Ardern se tornou símbolo do progresso das mulheres em cargos de liderança após dar à luz a sua primeira filha durante mandato

O Estado de S.Paulo

02 Agosto 2018 | 02h29

WELLINGTON - A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, voltou ao trabalho nesta quinta-feira, 2, após o fim das seis semanas de sua licença-maternidade. Em junho, a premiê deu à luz a sua primeira filha, Neve Te Aroha Gayford, e se tornou a segunda líder eleita no mundo a ter um bebê durante o mandato.

Durante e após a gravidez, Ardern se tornou um símbolo do progresso das mulheres em posições e cargos de liderança. Antes dela, apenas a primeira-ministra do Paquistão, Benazir Bhutto, havia dado à luz durante seu governo, em 1990.

Em um vídeo publicado nas redes sociais às vésperas do fim da licença-maternidade, Ardern disse que planeja focar em projetos voltados para a saúde mental, meio ambiente, comércio e um 'anúncio relacionado a empregos' do qual está orgulhosa. 

"Nesta primeira semana, estarei focada em voltar ao trabalho", disse Ardern. "Eu sou multitarefa igual a todos os pais que já conheci."

 

O parlamento neozelandês também aprovou medidas para facilitar o retorno de Ardern ao trabalho, como a permissão que garante a presença de sua filha durante os debates na casa. 

Enquanto a primeira-ministra estava de licença, o governo de coalização foi liderado pelo vice-primeiro-ministro e ministro de relações exteriores, Winston Peters. 

Oficialmente, Ardern reassumiu a liderança da Nova Zelândia à meia-noite desta quinta-feira, mas ela só deixará sua casa em Auckland e se mudará para a residência oficial do governo na capital, Wellington, no próximo sábado, 4. Seu marido, Clarke Gayford, cuidará da filha em tempo integral enquanto a premiê reassume seu lugar no parlamento na segunda-feira, 6.

Entre os desafios que esperam a primeira-ministra estão a queda de confiança empresarial, algo que economistas acreditam que podem prejudicar o crescimento do país, e a ameaça de uma greve de professores de escolas primárias. //REUTERS

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