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EFE/Alexandru Dobre
EFE/Alexandru Dobre

Premiê da Romênia renuncia após incêndio em boate

Victor Ponta está sendo julgado por evasão fiscal, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica; acidente em boate deixou 32 mortos

O Estado de S. Paulo

04 de novembro de 2015 | 12h01

BUCARESTE - O primeiro-ministro da Romênia, Victor Ponta, que está sendo julgado por corrupção, anunciou nesta quarta-feira, 4, sua renúncia ao cargo. Cerca de 20 mil pessoas exigiram na terça-feira a queda do Executivo após a morte de 32 pessoas no incêndio em uma boate, que descumpria as normas de segurança.

"Renuncio a meu mandato como primeiro-ministro e, implicitamente, ao governo da Romênia", anunciou Ponta em entrevista coletiva televisionada do Palácio Victoriei, sede do Executivo.

Ponta está sendo julgado por evasão fiscal, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Ele explicou sua renúncia e destacou a necessidade de assumir responsabilidades pela tragédia na boate.

"Tenho a obrigação de reconhecer o enfado legítimo que existe na sociedade", indicou o premiê. "Espero que renunciar ao meu mandato e ao governo satisfaçam os pedidos dos manifestantes."

Ponta afirmou que garantirá a transição para um novo governo e pediu que não se tire proveito da situação política atual. "Aqueles que especularem politicamente neste momento pagarão caro", advertiu.

Após anunciar sua renúncia, o político social-democrata publicou uma mensagem de agradecimento em sua página oficial no Facebook.

"Muito obrigado a todos os médicos que cumpriram seu trabalho com os feridos. Ainda estou interessado na situação dos pacientes e nas necessidades de cada hospital. Não deve faltar nada de pessoal e de remédios", indicou.

Pouco antes da declaração, o presidente do Partido Social-Democrata, Liviu Dragnea, havia justificado a manifestação do chefe do governo. "Alguém tinha que assumir a responsabilidade sobre o que passou", assinalou Dragnea, que adiantou que seu partido se reunirá nesta terça-feira para decidir quem será o substituto de Ponta.

O Partido Nacional Liberal (PNL), principal opositor do país, exigiu a convocação de eleições gerais antecipadas diante da renúncia de Ponta. “As eleições antecipadas significam um novo Parlamento que tenha a legitimidade do voto popular”, declarou Alina Gorghiu, presidente do PNL, de centro-direita.

Os manifestantes, que ocuparam as ruas da capital romena por várias horas na noite de ontem, vincularam a falta de luta contra a corrupção do governo com a tragédia e a falta de fiscalização de segurança pelas autoridades. /EFE

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