Premiê da Tunísia assume presidência interinamente

Violentos protestos levaram à queda do governo do presidente da Tunísia, Zine El Abidine Ben Ali, que deixou o cargo e fugiu do país após ter governado com mão-de-ferro por 23 anos. Furiosa com o desemprego e o alto preços dos alimentos, a população entrou novamente em choque com a polícia hoje em Túnis.

AE, Agência Estado

14 de janeiro de 2011 | 20h25

O primeiro-ministro da Tunísia, Mohammed Ghannouchi, assumiu a presidência interinamente, até que eleições sejam realizadas, o que poderá ocorrer em breve. Mais cedo, antes de deixar o país, Ben Ali demitiu todo o gabinete de ministros e disse que antecipou as eleições, que deveriam ocorrer em 2014.

"Eu assumo temporariamente as responsabilidades da liderança do país, nestes tempos difíceis, com a missão de restaurar a segurança", disse Ghannouchi, em comunicado. "Eu prometo respeitar a Constituição, trabalhar para reformar as questões econômicas e sociais com cuidado e consultar todos os partidos políticos".

O estado de emergência declarado mais cedo permaneceu em vigor e as avenidas centrais de Túnis pareciam mais tranquilas, após as enormes manifestações da manhã de hoje. Um carro blindado com metralhadores estava estacionado em frente ao prédio do Ministério do Interior, que manifestantes tentaram invadir mais cedo. Mas disparos isolados foram ouvidos em Túnis no começo da noite de hoje. As informações são da Associated Press.

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