Abbas Momani/AFP
Abbas Momani/AFP

Premiê de Israel cancela viagem à Alemanha por violência contra palestinos

Benjamin Netanyahu disse que o governo "está atuando com mão firme contra o terrorismo e aqueles que o instigam"; presidente da Autoridade Nacional Palestina, pediu aos órgãos de segurança que tentem impedir um aumento da brutalidade na região

O Estado de S. Paulo

06 Outubro 2015 | 10h58

JERUSALÉM - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, cancelou nesta terça-feira, 6, uma visita oficial à Alemanha em razão da escalada de violência contra palestinos na Cisjordânia e em Jerusalém.

Netanyahu partiria na tarde de hoje para Berlim, mas viajará apenas na quinta-feira, mudança que vai reduzir sua permanência na capital alemã para apenas algumas horas.

O primeiro-ministro de Israel deve se reunir com a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e viajará acompanhado por vários ministros. Eles participarão de um encontro para celebrar o 50º aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países.

Cerca de 2 mil pessoas protestaram ontem em frente ao gabinete do premiê em Jerusalém para exigir uma resposta mais dura com relação aos ataques palestinos nos últimos dias que mataram quatro israelenses na própria cidade e na Cisjordânia.

Entre os manifestantes estavam dois membros do governo de Israel, integrado majoritariamente por grupos de direita.

Netanyahu disse na segunda-feira, em comunicado, que o governo e as forças de segurança "estão atuando com mão firme contra o terrorismo e aqueles que o instigam".

O primeiro-ministro tem recebido duras críticas da oposição e até mesmo de aliados por não ter cancelado sua visita aos EUA no último fim de semana, após a morte dos quatro israelenses.

Israel demoliu na noite de segunda-feira em Jerusalém as casas de dois palestinos e lacrou um dos cômodos da residência de um terceiro, todos eles suspeitos de envolvimento em ataques contra israelenses, informaram hoje as forças armadas do país judeu.

Além disso, as forças de segurança israelenses lacraram um cômodo da residência familiar de Muatez Ibrahim Halil Hijazi, apontado por Israel como o autor da tentativa de assassinato em outubro de 2014 do rabino Yehuda Glick em Jerusalém.

Palestina. O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, pediu aos responsáveis por órgãos de segurança palestinos que se mantenham em alerta e tratem de impedir uma escalada da violência na região, algo que serviria apenas "aos planos de Israel".

A mensagem foi transmitida em uma reunião realizada na noite de ontem na cidade de Ramala, na Cisjordânia, informou nesta terça-feira a agência oficial palestina Wafa.

Abbas pediu que as forças de segurança da ANP mantenham a ordem e garantam a segurança dos cidadãos, em um encontro no qual também foi determinado que o Conselho de Segurança Palestino continuará seguindo de perto a escalada da tensão na região.

O líder palestino anunciou na semana passada, em discurso na Assembleia-Geral da ONU, que não se sente obrigado a cumprir acordos firmados com Israel já que o governo vizinho não os respeita. /EFE

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