Premiê de Israel promete reação agressiva a atentado em Jerusalém

Netanyahu diz que resposta também será responsável e sábia; uma pessoa morreu na ação

estadão.com.br,

23 de março de 2011 | 15h53

  Equipes de resgate retiram ferido do ônibus. Ariel Schalit/AP

 

JERUSALÉM - O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, prometeu nesta quarta-feira, 23, reagir com agressividade, responsabilidade e sabedoria ao atentado de hoje que deixou um israelense morto e outros 39 feridos em Jerusalém. O premiê adiou por algumas horas o embarque para uma visita à Rússia por causa do ataque. O presidente americano, Barack Obama, condenou o ataque e defendeu o direito de Israel de se defender.

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"Agiremos com agressividade, responsabilidade e sabedoria para manter a segurança e a tranquilidade que marcaram o país nos últimos dois anos", disse Netanyahu a repórteres antes de embarcar para Moscou.

 

O atentado aconteceu no final da tarde (horário local) em um ponto de ônibus movimentado em Jerusalém. De acordo com as investigações preliminares, um pacote de explosivos foi acionado via telefone celular. Foi o primeiro ataque do gênero em Israel nos últimos quatro anos.

O prefeito de Jerusalém, Nir Barkat, pediu que a população retomasse a rotina após o atentado. "Mostraremos aos terroristas que não temos medo", disse.

O ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, acusou o Hamas por um ataque com foguetes ao sul do país, no começo do dia. "Não toleraremos que cidadãos israelenses sejam feridos, nem no sul do país, nem em Jerusalém. "O Hamas é responsável pelos ataques em Beer Sheba e isto tem um preço". 

Tensão crescente

A tensão na região tem aumentado siginificativamente nos últimos dias. Na semana passada, dois membros importantes do braço armado do Hamas foram mortos por um bombardeio israelense. Os palestinos reagiram na segunda-feira com morteiros lançados de Gaza ao sul de Israel. O grupo Jihad Islâmica assumiu a autoria dos disparos.

Ontem, em represália aos ataques, o Exército israelense matou oito palestinos na Faixa de Gaza, na mais violenta ofensiva ao território - controlado pelo grupo radical Hamas - nos últimos meses. Hoje pela manhã, militantes palestinos voltaram a lançar foguetes contra Israel. Dois deles atingiram a cidade de Beer Sheva. Quatro pessoas ficaram levemente feridas.  O Exército israelense respondeu com novos bombardeios ao território palestino.

De acordo com o jornal Haaretz, Netanyahu se lamentou a morte de civis palestinos nos ataques de ontem. "É lamentável que o ramos continue a lançar foguetes contra cidadãos israelenses enquanto usa civis como escudos humanos", disse.  "O Estado de Israel não tem intenção de deteriorar a situação, mas as Forças Armadas continuarão a agir para defender os cidadãos israelenses".

 

A escalada de violência é a mais grave desde a invasão da Faixa de Gaza no final de 2008, conhecida como Operação Chumbo Fundido, que deixou 1,4 mil mortos do lado palestino e 13 do lado israelense.  O vice-primeiro-ministro de Israel, Silvan Shalom, afirmou que se a violência continuar, "não teremos alternativa, exceto uma segunda operação Chumbo Fundido".

 

Com Reuters, AP e BBC

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