JAMIL CHADE/ESTADAO
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Premiê de Israel rejeita pedido para aceitar receber refugiados

República Checa e Eslováquia também não aceitaram as cotas de distribuição de imigrantes que buscam asilo; para premiê eslovaco, medida é ‘irracional’

O Estado de S. Paulo

07 Setembro 2015 | 14h43

JERUSALÉM - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, rejeitou ontem um pedido do líder da oposição israelense para que o país dê abrigo a refugiados sírios e disse que o país é muito pequeno para recebê-los.

As imagens recentes de milhares de refugiados embarcando e desembarcando de trens na Europa em busca de um local para escapar do conflito no Oriente Médio sensibilizaram Israel, Estado criado três anos após o Holocausto nazista, em que seis milhões de judeus morreram.

Isaac Herzog, líder do principal partido de oposição, fez um apelo aos governantes israelenses para "absorver refugiados dos combates da Síria", um vizinho que Israel considera inimigo.

Em declarações públicas em uma reunião do gabinete, Netanyahu declarou que Israel não é "indiferente à tragédia" dos refugiados sírios e disse que os hospitais do país tratam feridos da guerra civil.

"No entanto, Israel é um Estado muito pequeno. Não tem alcance geográfico e nem demográfico", disse o premiê, de direita, sugerindo que aceitar refugiados árabes iria atingir o equilíbrio demográfico em um Estado predominantemente judeu.

Embora não tenha havido pedidos internacionais para que Israel abra as suas fronteiras para sírios, Herzog disse que o premiê tinha o dever moral de aceitar refugiados.

Mais rejeições. A República Checa e a Eslováquia rejeitaram as cotas de redistribuição de refugiados que buscam asilo anunciadas hoje pela União Europeia. O primeiro-ministro checo Bohuslav Sobotka e o premiê eslovaco Robert Fico disseram que qualquer ajuda e cooperação precisa de uma base de voluntários, e que o bloco europeu precisa pensar em outras ações para conter o fluxo de imigrantes.

O plano da União Europeia era enviar 4.306 imigrantes da Itália, Grécia e Hungria para a República Checa, e 2.287 para a Eslováquia. Isso é muito mais do que os 1.500 anunciados anteriormente pelos checos e dos 200, preferivelmente cristãos, pelos eslovacos. 

Fico se recusou a comentar sobre a estratégia da União Europeia, mas disse que as cotas eram inaceitáveis. “Os imigrantes que chegam à Europa não querem ficar na Eslováquia. Eles não têm uma base para sua religião ou seus parentes. Por isso eu acho que as cotas são irracionais”, disse. /REUTERS

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