Premiê diz que forças de segurança são capazes de proteger Iraque

Declarações são resposta a general que considera tropas locais despreparadas

Efe

12 de agosto de 2010 | 14h57

BAGDÁ - O primeiro-ministro do Iraque, Nouri al-Maliki, afirmou nesta quinta-feira, 12, que as forças de segurança iraquianas serão capazes de proteger Iraque depois da retirada total das tropas americanas, prevista para o fim de 2011. A declaração foi uma resposta ao general Babakar Zebari, o principal comandante militar iraquiano, que disse não ser possível garantir a segurança do país com recursos locais antes de 2020.

 

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Em discurso durante uma reunião dos altos comandantes da Chefia do Estado-Maior do Exército iraquiano, al-Maliki ressaltou que "as forças de terra, mar e ar possuem equipamentos, efetivo e capacidade de proteger e garantir a segurança e soberania do Iraque". Nesse sentido, lembrou que os corpos do Exército e da Polícia "assumiram a responsabilidade há tempo e não recentemente".

 

Mesmo assim, al-Maliki disse que apesar do progresso registrado pelo Exército e a Polícia, que possuem um grande número de soldados, ainda são precisos mais treinamento, capacitação e equipamento.

 

O chefe de governo destacou a importância de todos os membros das Forças Armadas saberem de suas competências e limites. "Desejamos construir nosso Exército para a proteção de nosso país e não para atacar ninguém, nem agredir nenhum país, tampouco queremos militarizar a sociedade porque nós temos intenção de reconstruir e de desenvolver. Nossa Constituição não permite agredir ninguém", destacou Maliki.

 

Al-Maliki ainda lembrou que o Iraque passou por uma etapa militar e de segurança total e que, por isso, não avançou pelo caminho da reconstrução.

 

O primeiro-ministro fez as declarações depois que Zebari reconheceu que o Exército iraquiano não está preparado para assumir a segurança do país após a saída das tropas americanas, que começará a partir do fim de agosto.

 

Em 31 de agosto, acaba o prazo dado pelo presidente dos EUA, Barack Obama, para reduzir o número de soldados americanos desdobrados no Iraque a 50 mil. Em dezembro de 2008, ambos os países assinaram um pacto de segurança que estipulava a retirada total americana até o fim de 2011.

 

Babakar assegurou que o Iraque trabalhará para assumir as missões a partir de 2011, embora "os políticos devem acreditar outros métodos para compensar o vazio que será produzido depois da retirada americana em 2011, porque o Exército não se consolidará antes em 2020".

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