Premiê diz que Jerusalém 'sempre será' de Israel

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse hoje que toda Jerusalém sempre continuará sob a soberania de Israel. Ele se pronunciou durante uma cerimônia que celebrou os 42 anos desde que Israel conquistou o leste de Jerusalém, na Guerra dos Seis Dias, em 1967. Ele não se referiu ao pedido dos palestinos para declarar a área como capital do Estado que almejam estabelecer. "Jerusalém unida é a capital de Israel. Jerusalém sempre foi e sempre será nossa. Ela nunca mais será repartida ou dividida", disse Netanyahu.

AE-AP, Agencia Estado

21 de maio de 2009 | 14h00

Antes da guerra de 1967, a Jordânia controlava o leste de Jerusalém, enquanto Israel controlava a parte oeste. Pouco depois disso, Israel anexou o leste de Jerusalém, mas não fez o mesmo com outros territórios, como a Cisjordânia e a Faixa de Gaza. Também hoje, forças israelenses de segurança demoliram um assentamento judaico perto da Cisjordânia, três dias depois de o presidente norte-americano, Barack Obama, dizer a Netanyahu que ele deve interromper os estabelecimentos de assentamentos. Porém, em questão de horas, judeus retomaram a construção de assentamentos. Segundo um porta-voz da polícia, não houve violência nem prisões.

Embora simbólica, a demolição não deve resolver a disputa entre o governo americano e o israelense sobre assentamentos na Cisjordânia. Há tempos os Estados Unidos criticam os assentamentos como obstáculos a paz, já que eles são construídos em terras que os palestinos demandam para um Estado futuro. Cerca de 280 mil israelenses vivem em assentamentos na Cisjordânia atualmente.

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