Premiê diz que usina nuclear seguirá tendo papel-chave no Japão

Naoto Kan anunciou também que renuncia a seu salário até que crise esteja sob controle

Reuters e Efe

10 de maio de 2011 | 07h38

O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, disse nesta terça-feira, 10, que a energia nuclear vai continuar a desempenhar um papel significativo nas polítiticas energéticas do país, embora a energia renovável também seja um pilar-chave dessa política.

 

Kan anunciou também que renuncia a seu salário até que esteja sob controle a crise na usina nuclear de Fukushima, previsivelmente não antes do fim de ano, e considerou necessário revisar a política energética do país.

O governo está revisando sua política energética de longo prazo e o papel da energia nuclear após os devastadores terremoto e tsunami de 11 de março desativarem o sistema de refrigeração de uma usina nuclear em Fukushima, no nordeste do Japão, provocando uma batalha ainda em andamento para conter vazamentos radioativos.

Kan disse em entrevista coletiva que o Japão precisa revisar sua política energética básica sem qualquer ideia pré-concebida, ao mesmo tempo que busca garantir o uso mais seguro da energia nuclear e persegue fontes renováveis, como eólica, solar e biomassa.

"A atual política energética básica visa que mais de 50 por cento do fornecimento total de eletricidade venham da energia nuclear, enquanto cerca de 20 por cento virão de fontes renováveis em 2030. Mas agora esse plano básico precisa ser revisado do zero após esse grande incidente", disse Kan.

O premiê afirmou que a energia nuclear e a fóssil têm sido componentes fundamentais da política energética do Japão, mas que agora o país tem de colocar mais ênfase na energia solar e outras fontes renováveis, setor em que o Japão está atrasado globalmente.

Conservar energia também será vital para essa política energética de longo prazo.

Kan disse que o Japão precisará conduzir uma investigação sobre o incidente nuclear e aumentar a segurança em suas usinas nucleares.

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