Premiê do Haiti diz que país pode liderar reconstrução

Em conferência em Montreal, premiê canadense diz que serão necessários pelo menos dez anos para reerguer país.

BBC Brasil, BBC

25 de janeiro de 2010 | 17h03

O primeiro-ministro do Haiti, Jean-Max Bellerive, disse nesta segunda-feira que seu país está em condições de liderar o trabalho de reconstrução após o terremoto do dia 12 de janeiro, que pode ter matado mais de 150 mil pessoas no país caribenho.

"O governo haitiano está trabalhando em condições precárias, mas pode fornecer a liderança que as pessoas esperam", disse Bellerive durante uma conferência em Montreal, no Canadá, que discute a reconstrução do Haiti.

"A principal prioridade agora é atender às necessidades vitais das vítimas, como comida e água, abrigo e assistência médica."

"O Haiti precisa de apoio maciço de seus parceiros na comunidade internacional no médio e longo prazo. O tamanho da tarefa exige que nós façamos mais, que façamos melhor e, sem dúvida, que trabalhemos de maneira diferente", acrescentou o primeiro-ministro haitiano.

Dez anos

A conferência de Montreal foi convocada para avaliar o trabalho de reconstrução e o trabalho de ajuda às vítimas.

No evento, Bellerive ressaltou que será necessário um esforço "colossal" para reerguer o Haiti, e pediu o "apoio maciço" da comunidade internacional.

Por sua vez, o primeiro-ministro canadense, Stephen Harper, disse que serão necessários pelo menos dez anos para reconstruir o país.

Além de Harper e Bellerive, participam da conferência a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, assim como delegados de 20 países e representantes das Nações Unidas e do Banco Mundial.

O ministro do Exterior do Canadá, Lawrence Cannon, disse que seria discutida em Montreal a realização de uma conferência mais ampla sobre a reconstrução haitiana - um evento em que será prometida ajuda financeira.

Dívidas

A ONG britânica Oxfam pediu à comunidade internacional que cancele as dívidas do Haiti.

Segundo a Oxfam, o país deve US$ 900 milhões a Nações Unidas, Banco Mundial e a vários países.

O Banco Mundial já anunciou que está abrindo mão do pagamento de dívidas do Haiti pelos próximos cinco anos e que está estudando cancelar o restante do débito.

Na semana passada, o Clube de Paris (de governos credores), que inclui Estados Unidos, Grã-Bretanha, França e Alemanha, pediu a outras nações que sigam o seu exemplo e cancelem a dívida do Haiti.

Venezuela e Taiwan estão entre os maiores credores do país.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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