Premiê do Iraque diz que era alvo de atentado em Bagdá

O primeiro-ministro do Iraque, Nouri al-Maliki, disse que a explosão de uma bomba esta semana na chamada Zona verde, em Bagdá, era uma tentativa de assassinato contra ele. Mas o líder defendeu as forças armadas do país e disse que a falha não é um sinal de piora na segurança.

AE, Agência Estado

03 de dezembro de 2011 | 14h18

Maliki afirmou que o prédio do Poder Legislativo e o escritório do presidente do Parlamento também poderiam ser alvos do atentado, mas que informações preliminares sugerem que o alvo principal era ele. "As informações preliminares da inteligência sugerem que o carro deveria entrar no Parlamento e ficar lá sem explodir. Era para ele explodir no dia que eu entrei no Parlamento", explicou. O premiê não estava no prédio na hora em que a bomba foi detonada.

A explosão na segunda-feira, na zona central de Bagdá, que é uma das áreas mais seguras do Iraque, levantou novos receios sobre a habilidade das forças de segurança iraquianas de protegerem o país quando os militares dos Estados Unidos voltarem para casa, no fim do ano. Na hora da explosão, as autoridades não sabiam dizer se o prédio tinha sido atingido por um foguete ou uma bomba, e não estava claro se o ataque tinha algum alvo específico.

O porta-voz militar de Bagdá, Qassim al-Moussawi, disse na noite de ontem que Maliki era o alvo. Segundo ele, o motorista do veículo tentou se juntar a um comboio de outros automóveis que estavam entrando na área do Parlamento, mas foi barrado por agentes porque não tinha a identificação apropriada. O motorista então se dirigiu ao estacionamento em frente à entrada do Parlamento e o veículo explodiu segundos depois. De acordo com o premiê, a bomba provavelmente foi montada dentro da Zona Verde e não era muito potente.

Um corpo foi encontrado perto dos destroços do carro, mas as autoridades ainda estão tentando identificar a vítima e se era o motorista ou alguém que estava passando pelo local no momento da explosão. Outras duas pessoas ficaram feriadas.

O primeiro-ministro culpou o braço da Al-Qaeda no Iraque e o Baath, partido do ex-ditador Saddam Hussein, pelo atentado. "Eles são contra mim, o Parlamento e todo o processo político. Então qualquer que fosse a vítima da operações deles, seria uma vitória", afirmou. Segundo Maliki, as autoridades ainda estão procurando quatro suspeitos que teriam participado do planejamento do ataque. As informações são da Associated Press.

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