AFP PHOTO / KHAMENEI.IR / HO
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Premiê do Iraque rejeita proposta curda de congelar referendo

Em comunicado publicado em sua conta no Facebook, Haider Abadi afirmou que seu governo aceitaria apenas a anulação da votação em respeito à Constituição do país

O Estado de S.Paulo

26 Outubro 2017 | 15h23

BAGDÁ - O primeiro-ministro do Iraque, Haider Abadi, rejeitou nesta quinta-feira, 26, a proposta curda de "congelar" os resultados do referendo de independência para abrir um diálogo e afirmou que o seu governo aceitaria apenas a anulação da votação.

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Em comunicado publicado na sua página oficial do Facebook, o premiê exigiu a anulação dos resultados da consulta, realizada no dia 25 de setembro e o compromisso das autoridades curdas com a Constituição iraquiana.

Abadi, que está em Teerã numa visita oficial, lamentou que as autoridades curdas tenham realizado o referendo enquanto o governo iraquiano estava concentrado na ofensiva contra o grupo terrorista Estado Islâmico (EI) e ignorasse seus apelos para desautorizá-lo.

Na véspera, o governo do Curdistão fez uma proposta para "congelar" os resultados do referendo, querendo abrir um diálogo com Bagdá no marco da Constituição, estabelecer uma trégua e evitar uma escalada militar.

Em resposta ao referendo considerado ilegal por Bagdá, o governo iraquiano lançou no último dia 16 uma campanha militar para recuperar territórios disputados com as autoridades curdas no norte do país.

Esta operação forçou ao exército curdo, conhecido como "peshmergas", a se retirar da província petrolífera de Kirkuk e de algumas cidades ao norte de Mossul, capital da província de Nínive.

As milícias xiitas de Multidão Popular, que contam com apoio do Irã, anunciaram nesta quinta uma ofensiva contra os "peshmergas" na região da fronteira entre Iraque, Síria e Turquia. / EFE e AFP

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