Premiê do Japão apresenta condições para renúncia

O primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, disse hoje que renunciará após um orçamento extra e outras importantes leis serem aprovadas. Pela primeira vez, ele apresentou condições claras para deixar o posto.

AE, Agência Estado

27 de junho de 2011 | 11h39

Mais cedo neste mês, Kan havia dito que estava pronto para renunciar, porém havia deixado o prazo para isso em aberto, exacerbando o impasse com a oposição. Os oposicionistas vinham dizendo que não pretendiam discutir temas importantes antes da saída dele.

Kan disse em entrevista coletiva que pretende renunciar assim que o orçamento extra - destinado a financiar medidas para reconstruir áreas devastadas por um terremoto e um tsunami em 11 de março - e duas outras leis serem aprovadas no Parlamento. Uma delas é para financiar 40% do orçamento para este ano fiscal, que começa em abril, e a outra para a promoção do uso de energias renováveis.

"A aprovação do segundo orçamento de reconstrução, a lei sobre energia renovável e a lei para emissão de títulos serão o que eu considero ter chegado a um certo estágio", comentou Kan na entrevista coletiva. Ele se referiu a uma declaração que havia dado no último dia 2, quando disse que estava disposto a renunciar assim que o controle dos desastres no país tivesse chegado a um certo estágio.

Ao falar no início do mês sobre sua renúncia, Kan evitou um racha no partido governista, que poderia levar à aprovação de uma moção de censura contra ele no Legislativo. Porém, desde então Kan enviava sinais divergentes sobre quando pretendia sair, enfurecendo a oposição e até membros do próprio partido.

A paralisia política atrapalha o poder de decisão do governo, enquanto este enfrenta o desafio de lidar com a resposta aos desastres de março, bem como a necessidade de enfrentar problemas estruturais como o controle do crescente déficit orçamentário japonês. As informações são da Dow Jones.

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