Premiê do Japão escolhe ministro das Finanças conservador

Jon Azumi terá que enfrentar crise econômica e energética após terremoto e tsunami que devastou o país

LEIKA KIHARA E YOKO KUBOTA, REUTERS

02 Setembro 2011 | 07h47

O novo primeiro-ministro do Japão, Yoshihiko Noda, escolheu um parlamentar relativamente inexperiente para o cargo de ministro das Finanças nesta sexta-feira, indicando que o próprio premiê, conservador em termos fiscais, comandará as políticas econômicas do país.

Noda, ex-ministro das Finanças que foi eleito nesta semana como o sexto premiê do Japão em cinco anos, nomeou Jon Azumi, de 49 anos, ex-chefe de assuntos parlamentares, para a pasta das Finanças depois que sua primeira escolha recusou a indicação.

O novo governo de Noda enfrenta uma longa lista de desafios: elaborar uma nova política de energia enquanto enfrenta uma crise de radiação em uma usina nuclear destruída, reconstruir a região nordeste do Japão, devastada pelo tsunami, e encontrar fundos para pagar pelos amplos custos de bem-estar social de uma sociedade em fase de envelhecimento.

"O bastião de Noda é o Ministério das Finanças", disse Jesper Koll, diretor de pesquisa em investimentos da JPMorgan em Tóquio.

"Supondo que ele irá alavancar isso, nenhum político quer o cargo porque a política fiscal, orçamentária e tributária serão lideradas pelo primeiro-ministro", afirmou, antes de o secretário-chefe de gabinete, Osamu Fujimura, anunciar oficialmente o novo gabinete.

"Independentemente de quem for nomeado por Noda, o ministro das Finanças deve ser subserviente ao sr. Noda."

Azumi, ex-apresentador da emissora pública de TV NHK que nasceu em uma cidade no nordeste do Japão duramente atingida pelo tsunami deste ano, liderou a campanha do Partido Democrata do Japão (DPJ) nas eleições da câmara baixa do Parlamento em 2010, em que os democratas perderam por ampla margem.

A derrota deu à oposição uma maioria na Câmara Alta do Parlamento, onde eles podem bloquear propostas de lei. Portanto, Noda já está sendo forçado a buscar cooperação da oposição em políticas importantes, como na área de impostos, para tentar unificar seu próprio fragmentado partido.

Azumi já foi vice-ministro da Defesa, mas pouco se sabe de suas visões sobre política fiscal. Sua primeira tarefa será supervisionar a elaboração de um terceiro orçamento para financiar a reconstrução da região nordeste do Japão, devastada pelo terremoto e tsunami de 11 de março.

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