Premiê do Japão visita usina de Fukushima e agradece a militares

O primeiro-ministro japonês, Yoshihiko Noda, viajou nesta quinta-feira para a região de Fukushima, afetada pelo terremoto e tsunami de março, para agradecer ao pessoal militar envolvido na limpeza de uma usina nuclear danificada. Esse foi uma de seus primeiros atos oficiais, menos de uma semana depois de assumir o poder.

REUTERS

08 Setembro 2011 | 11h29

Noda, que definiu como uma de suas prioridades controlar a crise nuclear o mais rapidamente possível, visitou militares instalados não muito longe da usina nuclear de Daiichi, em Fukushima, cerca de 240 quilômetros a nordeste de Tóquio.

Ele foi depois até a usina, destruída pelo terremoto e tsunami que deixou cerca de 20 mil mortos ou desaparecidos.

"Muitos no país estão agradecidos por seus esforços de colocar a usina sob controle. Como comandante-chefe das forças de autodefesa, estou orgulhoso de seu trabalho e expresso minha mais profunda gratidão", declarou Noda, segundo a emissora pública de TV NHK.

O antecessor de Noda, Naoto Kan, renunciou depois que seu apoio entre os eleitores desabou por causa da insatisfação com o manejo da crise nuclear.

Kan foi a Daiichi logo depois do terremoto, mas somente depois de três semanas ele voltou à região devastada pelo tsunami, o que provocou fortes críticas.

No auge da crise, cerca de 100 mil dos 230 mil soldados japoneses foram enviados às áreas afetadas para a procura de sobreviventes e corpos, limpeza de estradas e entrega de suprimentos.

(Reportagem de Shinichi Saoshiro)

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