Premiê do Paquistão nega demissão de chefe do Exército

O primeiro-ministro paquistanês, Yusuf Raza Gilani, negou nesta segunda-feira informações divulgadas na mídia afirmando que ele estaria planejando demitir os poderosos chefes do Exército e da Inteligência, afirmando que as forças militares apoiam a democracia.

FAISAL AZIZ, REUTERS

26 de dezembro de 2011 | 18h07

Informações sobre o chefe do Exército, Ashfaq Kayani, e o diretor-geral do serviço de inteligência, o general Ahmad Shuja Pasha, foram as mais recentes no que tem sido uma especulação na mídia sobre um possível desacordo entre políticos civis e o Exército.

"Sobre os rumores de que o governo quer remover o diretor-geral da inteligência, o general Kayani, essa impressão é simplesmente conversa de tolos", disse Gilani a jornalistas em comentários que foram transmitidos pela televisão.

"É errado espalhar tal conversa. Se fosse o caso, eu não daria a eles extensões... Estou feliz com o trabalho (do chefe de Exército) e quero dispersar tal impressão."

O governo estendeu no ano passado o mandato de Kayani até 2013, enquanto o mandato de Pasha foi estendido até março de 2012.

Especulações sobre um possível desacordo entre o governo civil e o Exército se espalharam depois que uma nota sem assinatura foi divulgada, pedindo a ajuda dos Estados Unidos para conter as forças militares paquistanesas, depois que as forças norte-americanas mataram Osama bin Laden no Paquistão, em maio deste ano.

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