Premiê do Paquistão rejeita críticas ao Exército

O primeiro-ministro do Paquistão pareceu voltar atrás nesta quarta-feira de um confronto com o Exército, afastando-se de declarações dadas este mês de que os militares teriam agido de forma inconstitucional ao apoiar uma investigação de um polêmico memorando.

QASIM NAUMAN, REUTERS

25 de janeiro de 2012 | 12h14

"Desejo afastar a impressão de que a liderança militar agiu inconstitucionalmente ou violou as regras", disse o primeiro-ministro, Yusuf Raza Gilani, segundo a televisão estatal. "A atual situação não pode aguentar um conflito entre as instituições".

Seus comentários parecem ser uma tentativa de neutralizar a maior tensão entre os líderes civis e o poderoso Exército desde o golpe liderado pelos militares em 1999, e foram feitos no dia seguinte a uma reunião de alto escalão com as Forças Armadas para discutir uma possível cúpula trilateral sobre o futuro do Afeganistão.

Em janeiro, Gilani criticou o chefe do Exército, general Ashfaq Kayani, e o diretor-geral da agência de Inteligência Interserviços do Exército, tenente-general Ahmed Shuja Pasha, por apresentarem respostas em uma investigação da Suprema Corte sobre as origens de um memorando misterioso que colocou o Exército contra o governo civil.

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