Premiê do Zimbábue diz que choque com caminhão foi acidente

Tsvangirai volta ao país para o funeral da esposa morta na batida em uma estrada na 6ª feira; ele teve ferimentos

Agências internacionais,

09 de março de 2009 | 08h29

O primeiro-ministro do Zimbábue, Morgan Tsvangirai, afirmou nesta segunda-feira, 9, que a batida com o veículo que matou sua mulher e o feriu foi um acidente. Susan morreu depois que o carro em que eles viajavam se chocou com um caminhão que vinha em sentido contrário numa estrada da zona rural de Buhera, 170 quilômetros ao sul da capital, Harare, na última sexta-feira. Segundo o porta-voz do partido Movimento para Mudança Democrática (MDC), Tsvangirai voltou de Botswana para o Zimbábue, para onde foi levado para tratamento médico, para participar do funeral de sua mulher na quarta-feira. O premiê afirmou que havia poucas possibilidades de que o incidente de sexta-feira tenha ocorrido por conta de um crime e o descreveu como um "acidente". O acidente ocorreu em uma das perigosas estradas que dão acesso a Harare. Segundo um membro da embaixada americana, o caminhão envolvido na colisão transportava medicamentos para tratamento de AIDS, doados pelo governo americano. O carro no qual Tsvangirai e a mulher viajavam bateu na lateral do caminhão e capotou pelo menos três vezes. Susan e Morgan Tsvangirai se casaram em 1978 e tinham seis filhos. Segundo a BBC, ela costumava apoiar o marido durante os anos em que o MDC era oposição ao governo Mugabe, frequentemente visitando correligionários presos. O acidente ocorreu apenas dois dias depois do discurso inaugural de Tsvangirai como primeiro-ministro no Parlamento e em um momento crítico na política interna do país. Ele e o presidente, Robert Mugabe, concordaram em trabalhar juntos em um governo de unidade nacional, após meses de acusações mútuas, mas as diferenças não foram totalmente superadas  Tsvangirai e Mugabe dividem um tenso governo de coalizão há quase um mês. Eles devem disputar o poder assim que o Parlamento aprovar uma nova Constituição e convocar eleições. O Zimbábue sofre com problemas de escassez de alimentos e combustível, além de conviver com a maior hiperinflação do mundo e uma epidemia de cólera que já contaminou mais de 88 mil pessoas, deixando 4 mil mortos, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMC).

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