Premiê é a imagem da nova Rússia

O rosto de Vladimir Putin é uma das imagens mais recorrentes na Rússia do século 21. E essa realidade pouco deve mudar. Sua visibilidade tem em grande parte relação com o período de prosperidade que acompanhou seus dois mandatos, entre 2000 e 2008. E seguiu estampando jornais do mundo inteiro pelos três anos seguintes, quando trocou a presidência pelo cargo de primeiro ministro - embora para analistas ainda seja ele o verdadeiro dono do poder na Rússia, e não o presidente Dmitri Medvedev, que contou com seu apoio para se eleger.

MOSCOU, O Estado de S.Paulo

25 Setembro 2011 | 03h04

Mas a situação financeira da Rússia não foi suficiente para deixar Putin apenas com a imagem de político competente. Sua imagem é repleta de contradições. Para seus seguidores, ele de fato representa ordem e estabilidade, desconhecidas durante a era Boris Yeltsin. Para seus críticos, por outro lado, ele representa a repressão e o medo.

A imagem é amparada pelo passado de espião da KGB e por atitudes que tomou como presidente - como o sistemático afastamento dos liberais de seu governo, sendo frequentemente substituídos por aliados linha dura ou neutros, sendo os últimos vistos como figurantes. E a oposição, que segue enfraquecida pelo bom momento econômico, também perde espaço pela falta de um diálogo político aberto. Consequência de uma política fechada e simbolizada por demonstrações de força, até em situações pitorescas, como ostentar a faixa preta que possui por praticar judô. / EFE

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