Premiê egípcio defende diálogo de salvação

O primeiro-ministro da junta militar egípcia, Kamal Ganzouri, pediu ontem um diálogo nacional para pôr fim à crise política e aos protestos de rua no país. Nomeado pelos militares para acalmar a pressão popular por uma transição mais rápida de poder aos civis, o premiê defendeu uma trégua de dois meses entre manifestantes e a polícia. Ele disse ainda que os militares estão dispostos a deixar o poder o quanto antes.

CAIRO, O Estado de S.Paulo

23 de dezembro de 2011 | 03h05

"Todos devem esquecer o passado e aderir a um diálogo amplo para que o Egito viva em paz", disse Ganzouri em entrevista coletiva. "Peço que os revolucionários isolem a minoria que busca o confronto com as forças da ordem."

O premiê ainda garantiu que os militares têm pressa em entregar o poder aos civis. "Eles querem sair hoje, não amanhã", garantiu, sem dar detalhes.Desde fevereiro, 100 manifestantes morreram. / AP e EFE

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