EFE/Pedro Bazil
EFE/Pedro Bazil

Internacional Socialista considera Maduro ilegítimo e apoia opositor

Ao final da reunião em Santo Domingo, primeiro-ministro da Espanha afirma que Maduro não é um socialista, mas um tirano

Redação, O Estado de S.Paulo

29 de janeiro de 2019 | 17h11

SANTO DOMINGO - O Conselho da Internacional Socialista aprovou nesta terça-feira, 29, uma resolução na qual considera o presidente Nicolás Maduro ilegítimo e apoia os esforços do líder opositor venezuelano Juan Guaidó de "conduzir uma transição para a democracia, apoiada pela Assembleia Nacional" no país. 

O conselho assinalou que a única maneira de a situação avançar no país é com a celebração urgente de novas eleições, segundo o documento aprovado no fim da reunião de dois dias em Santo Domingo, capital da República Dominicana

Eleições que, segundo a Internacional Socialista, têm de ser monitoradas por uma nova autoridade eleitoral independente e imparcial, além de ter a participação daqueles previamente qualificados para concorrer e serem acompanhadas da libertação dos presos políticos. 

Em seu discurso ao fim da reunião em Santo Domingo, o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, afirmou que o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, não é um socialista, mas um tirano. 

"Quem responde com balas e prisões às ânsias de liberdade não é um  socialista, é um tirano", disse Sánchez, em um discurso da reunião da Internacional Socialista realizada em Santo Domingo, capital da República Dominicana

O premiê espanhol ressaltou que o que diferencia os socialistas dos demais políticos são sua defesa da liberdade e advertiu que "não se pode contrapor socialismo e liberdade". 

Ajuda humanitária

Enquanto isso, em Madri, o governo espanhol informou que garantirá que seja reconhecida a necessidade de ajuda humanitária a venezuelanos que não tenham direito ao status de refugiado ou asilado no país, como declarou a subsecretária do Interior, Isabel Goicoechea.

O objetivo é impedir que esse grupo caia em um limbo jurídico, recebendo o auxílio estatal, que permite ser legalizado na Espanha, durante um ano, com possibilidade de prorrogação. A subsecretária lembrou que os pedidos de asilo são feitos de maneira individual, por isso, pode não haver uma solução genérica para todos os venezuelanos.

A comunidade venezuelana residente na Espanha, praticamente, duplicou nos últimos cinco anos, coincidindo com a intensificação da crise econômica e política no país sul-americano. A população, assim, já chega a 95 mil pessoas, de acordo com os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística.

A verba orçamentária destinada a asilo, refúgio, regime de apátridas e atenção a deslocados será triplicada neste ano, alcançando a marca de € 17 milhões (R$ 72,5 milhões), segundo o projeto do Orçamento para este ano.

Goicochea explicou que o crescimento permitirá a criação de 231 novas vagas para funcionários, com o objetivo de facilitar a gestão das solicitações de proteção internacional. / EFE

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