AFP PHOTO / DOMINIQUE FAGET
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Premiê francês alerta para risco de novos ataques com o uso de armas químicas

Manuel Valls, em discurso à Assembleia Nacional, pediu aprovação da ampliação do estado de emergência na França e melhor controle das fronteiras da UE

O Estado de S. Paulo

19 de novembro de 2015 | 09h15

PARIS - O primeiro-ministro da França, Manuel Valls, advertiu nesta quinta-feira, 19, para o "risco de armas químicas e bacteriológicas" serem usadas em futuros ataques terroristas. "Atualmente não devemos excluir nada. Digo com todas as precauções que se impõem, mas sabemos e levamos em conta: pode haver risco de armas químicas e biológicas", disse à Assembleia Nacional.

Valls se dirigiu aos deputados para pedir que aprovem o prolongamento do estado de emergência decretado após os atentados na França por três meses, proposta que depois deverá ser referendada pelo Senado. "Estamos em guerra. Não em uma guerra à qual a história tragicamente nos acostumou. Uma nova guerra, exterior e interior, na qual o terror é o primeiro alvo e a primeira arma."

O premiê citou o ataque ao jornal satírico francês Charlie Hebdo e a um supermercado judeu em janeiro, quando morreram 17 pessoas; os da sexta-feira 13 em Paris, quando 129 pessoas foram mortas; e outras tentativas terroristas, como a ação em agosto contra um trem Thalys que viajava de Amsterdã a Paris.

"É uma guerra em que a frente de combate se desloca constantemente e está no coração de nossa vida cotidiana", acrescentou Valls, que a descreveu como "uma guerra planificada e executada por um exército de criminosos".

O primeiro-ministro francês acrescentou que a "novidade é a forma de operar - a de atacar, de matar - que evolui sem parar". "A macabra imaginação dos que dão as ordens não tem limites: fuzil, decapitação, bombas humanas, armas brancas, ou tudo ao mesmo tempo, realizadas por indivíduos e comandos especialmente organizados."

Fronteiras. Valls também pediu "um controle sistemático nas fronteiras da União Europeia para os beneficiados da livre circulação" e alertou que, "se isso não for feito, a sobrevivência de Schengen está em jogo".

O premiê solicitou a adoção rápida do dispositivo de registro de passageiros aéreos (PNR). "Já é hora de a Europa adotar o texto sobre o PNR que garanta o acompanhamento dos deslocamentos, inclusive no interior da UE. É uma condição para a nossa segurança coletiva". /EFE

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