Premiê indiano promete lutar contra a corrupção

O governo da Índia tomará ações punitivas e repressoras contra a corrupção e os corruptos dentro do aparelho do Estado, disse o primeiro-ministro indiano Manmohan Singh nesta segunda-feira, durante discurso em comemoração ao 64ª aniversário da independência do país asiático. Singh fez as declarações num momento em que vários escândalos de corrupção atingem o governista Partido do Congresso. Enquanto isso, um importante ativista indiano, Anna Hazare, disse que retomará a greve de fome em protesto contra a corrupção e para pressionar o governo a apoiar uma legislação apresentada no Parlamento que aumenta as penas para políticos e funcionários públicos corruptos.

AE, Agência Estado

15 de agosto de 2011 | 12h26

Ao discursar em um forte do século XVII, Singh prometeu lutar contra a corrupção disseminada no governo indiano, mas alertou que "nenhum governo tem uma varinha mágica" para destruir a corrupção. Segundo auditorias feitas pelo próprio governo, US$ 40 bilhões desapareceram dos cofres do Tesouro indiano, logo após a realização dos Jogos da Commonwealth, que aconteceram no ano passado, e da venda de licenças para a telefonia celular.

Durante duas semanas, o Parlamento indiano ficou paralisado por protestos contra a corrupção, freando o envio e votação de uma lei contra os corruptos.

Nesta segunda-feira, o ativista Hazare anunciou que recomeçará amanhã sua greve de fome contra a corrupção e para pressionar o governo a enviar e aprovar no Parlamento a legislação contra os corruptos. Em abril, Hazare encerrou uma greve de fome de quatro dias, após o governo concordar em montar um comitê para elaborar leis contra a corrupção. O comitê inclui o próprio Hazare e outros ativistas não eleitos para cargos públicos.

No mês passado, após várias reuniões com funcionários públicos, Hazare disse que não houve progresso e nem uma ação séria do governo na questão. Hazare agora pede que o premiê Singh, os parlamentares indianos e os principais juízes do país sejam monitorados por uma agência de combate à corrupção. O projeto de lei do governo não inclui o primeiro-ministro e o judiciário sob a supervisão da agência, ainda a ser criada.

As informações são da Associated Press.

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