Premiê indiano terá de se explicar à Justiça por escândalo

A Suprema Corte da Índia obrigará o primeiro-ministro Manmohan Singh a prestar explicações sobre um escândalo envolvendo concessões de telefonia celular, que pode ter causado prejuízos de até 31 bilhões de dólares aos cofres públicos.

HENRY FOY, REUTERS

18 de novembro de 2010 | 10h38

Falando em nome de Singh e do governo, o procurador-geral Gopal Subramanium tem até sábado para responder às perguntas do tribunal sobre o caso, que já levou à demissão do ministro das Telecomunicações, Andimuthu Raja. Ele é acusado de ter vendido as concessões de telefonia a preços abaixo do normal, em 2007/08.

Na terça-feira, a Suprema Corte criticou Singh pela demora em decidir se Raja deve ser indiciado e investigado. A oposição diz que Singh não agiu contra Raja para não perder o apoio do DMK, o partido do ex-ministro, que participa do governo em coalizão com o Partido do Congresso.

O escândalo não deve derrubar o governo, mas abala a reputação do Partido do Congresso, que em 1989 perdeu uma eleição geral em parte devido a um escândalo de corrupção na venda de armas.

A oposição obstruiu os trabalhos do Parlamento nesta semana e exigiu a abertura de uma CPI para investigar as suspeitas na concessão das licenças de telefonia celular. Raja negou que tenha cometido irregularidades.

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