Premiê interrompe visita à França

Surpreendido em Paris com a notícia do atentado, o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron, cancelou o restante de sua agenda na França para retornar imediatamente a Londres. Ao lado do presidente François Hollande, Cameron disse a jornalistas que o ataque foi "doentio" e há "fortes indícios de que se tratou de um incidente de terrorismo".

PARIS, O Estado de S.Paulo

23 de maio de 2013 | 02h02

O primeiro-ministro prometeu reagir diante da ameaça. "Acredito que pessoas por toda Grã-Bretanha, em cada comunidade, condenarão firmemente esse ataque. Tivemos casos semelhantes em nosso país e nós nunca recuamos diante deles", disse Cameron, em entrevista coletiva no Palácio Eliseu.

Cameron e Hollande estavam em Bruxelas para uma cúpula da União Europeia e, ontem, desembarcaram em Paris. O presidente francês chegou a dizer que a vítima era um militar britânico, embora o premiê não tenha confirmado a informação a jornalistas. Depois, Hollande voltou atrás, dizendo que não tinha detalhes do atentado em Londres.

Alertas. Antes de acionar o plano antiterror, conhecido como "Cobra", a secretária britânica do Interior, Theresa May, recebeu informações da polícia metropolitana de Londres e do serviço interno de inteligência, o MI-5. Em seguida, ela passou as informações por telefone para Cameron.

Além dos serviços de inteligência e polícia, o secretário de Defesa, Philip Hammond, também participou da reunião do plano Cobra. O prefeito de Londres, o conservador Boris Johnson, também participou das reuniões de emergência.

Segundo Johnson, o ataque no bairro de Woolwich, sul de Londres, foi um "ato doentio e imperdoável". O nível de alerta em toda Grã-Bretanha foi elevado ontem. / NYT

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