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Premiê iraquiano ordena execução de condenados à morte por terrorismo

Isso significa a execução de aproximadamente 300 personas, entre elas mulheres e estrangeiros, que foram condenadas por fazerem parte do EI, segundo dados do poder judicial divulgados em abril

O Estado de S.Paulo

28 de junho de 2018 | 17h42

BAGDÁ - O primeiro-ministro iraquiano, Haider al Abadi, ordenou nesta quinta-feira, 28, a execução imediata de extremistas condenados à morte, em represália ao assassinato pelo grupo Estado Islâmico (EI) de oito homens, cujos corpos foram encontrados na véspera.

Abadi "determina a punição imediata dos terroristas condenados à morte e cujas penas chegaram ao grau decisivo", declarou em um comunicado, em referência ao fato de todos os recursos impetrados pelos réus terem sido esgotados e a pena de morte, ratificada pela presidência da república. 

Isso significa a morte de aproximadamente 300 personas, entre elas mulheres e estrangeiros, que foram condenadas por fazerem parte do EI, segundo dados do poder judicial divulgados em abril. 

Há, ainda, um grande número de extremistas condenados à prisão perpétua. A maioria dessas pessoas são turcas ou oriundas de ex-repúblicas soviéticas.

"Nossas forças de segurança e militares considerarão cumprida a vingança contra essas células terroristas", assegurou Abadi diante de altos comandantes militares. "Prometemos matar ou prender aqueles que cometeram este crime", acrescentou.

Os corpos foram encontrados em Tel Sharaf, na Província de Salaheddin. Estavam em estado de decomposição e tinham cintos carregados de explosivos, indicou o Exército.

Seis dos sequestrados haviam aparecido muito machucados em um vídeo do EI. O grupo explicou que eram policiais iraquianos ou membros da força paramilitar Al Shaabi.

No vídeo, difundido no sábado passado, os extremistas ameaçavam executar seus reféns caso o governo não libertasse em três dias mulheres sunitas detidas.

No entanto, Abadi assegurou que os corpos indicavam que os reféns já estavam mortos quando o vídeo foi difundido pela rede de propaganda do EI.

O Iraque anunciou a derrota do EI em dezembro, após uma violenta campanha que implicou na destruição de cidades como Mossul. O grupo, contudo, mantém sua presença em zonas desérticas fronteiriças com a Síria. / AFP

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