Premiê iraquiano pede apoio à luta contra insurgentes

O primeiro-ministro do Iraque, Nouri al-Maliki, pediu à população apoio para a luta do governo contra os insurgentes nesta quarta-feira, dia em que explosões de bombas nas regiões central e norte do país mataram pelo menos seis pessoas e deixaram várias feridas.

Agência Estado

18 de setembro de 2013 | 12h34

Os ataques aconteceram um dia depois de um série de ataques contra ruas comerciais ter matado pelo menos 31 pessoas. Mais de 4 mil pessoas foram mortas no Iraque desde abril, dentre elas 804 somente em agosto, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU).

Apesar da operação de contrainsurgência lançada recentemente pelo governo de Maliki, liderado por xiitas, não houve redução significativa no número de ataques. A operação, chamada de "A vingança dos mártires" se concentrou até o momento principalmente em áreas dominadas por sunitas, particularmente antigos redutos de militantes sunitas.

Em discurso semanal, transmitido pela televisão, Malik pediu aos iraquianos que apoiem a operação. "A operação deve continuar e ser acelerada para perseguirmos as gangues criminosas e terroristas", disse ele. "Eu peço aos cidadãos, políticos e jornalistas que apoiem as forças de segurança em seus esforços para pressionar e perseguir os terroristas."

Os ataques desta quarta-feira tiveram início com um suicida que detonou os explosivos que estavam num veículo na cidade de Tuz Khormato, matando um civil e uma criança de cinco anos, disse o coronel Hussein Ali Rasheed, que é chefe de polícia. Vinte e seis pessoas ficaram feridas no ataque, afirmou ele.

A cidade, que fica a 200 quilômetros ao norte de Bagdá, está numa região disputada por árabes, curdos e turcomenos e registra frequentes episódios de violência.

Em Bagdá, um carro estacionado explodiu numa área comercial na área central de Bataween, matando uma pessoa e ferindo cinco, disse um policial. A explosão foi seguida por outra, quando um carro foi detonado na mesma área, deixando três mortos e dez feridos.

Nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelos ataques desta quarta-feira, mas carros-bomba e ataques suicidas são a marca do braço local da Al-Qaeda, conhecida como Estado Islâmico do Iraque, que tenta prejudicar a confiança no governo de Maliki.

A violência no Iraque aumentou em abril, depois que tropas do governo invadiram um acampamento de protestos sunita na cidade de Hawija, ao norte de Bagdá, provocando confrontos violentos em todo o país.

Embora o número de mortos ainda seja menor do que o registrado no pico do conflito interno, entre 2004 e 2008, o ciclo de violência lembra o que levou o país para a beira de uma guerra civil, entre 2006 e 2007. Fonte: Associated Press.

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