Premiê irlandês descarta renunciar, mas admite problemas no Governo

Crise financeira levantou rumores de moção de censura por parte do Parlamento

Efe

13 de janeiro de 2011 | 18h02

DUBLIN - O primeiro-ministro irlandês, Brian Cowen, descartou nesta quinta-feira, 13, apresentar sua renúncia como líder do partido governista Fianna Fáil (Republicano), mas reconheceu que tratará este assunto com importantes funcionários da legenda nos próximos dias.

 

Assim comunicou Cowen ao bloco parlamentar do partido durante um encontro marcado nesta quinta-feira pelos rumores que indicavam que alguns deputados estavam dispostos a apresentar uma moção de censura contra o "Taoiseach" (primeiro-ministro).

 

Embora não tenha havido esta iniciativa, a crise econômica que atinge o país e o recente resgate financeiro da União Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI) à Irlanda continuam debilitando a posição de Cowen.

 

Nos últimos dias, o primeiro-ministro também se viu obrigado a dar explicações sobre as reuniões secretas que manteve com banqueiros irlandeses no começo da crise, difundidas agora graças à publicação de um livro de dois jornalistas de Dublin.

 

Segundo a versão dos autores, Cowen se reuniu para jogar golfe com Sean Fitzpatrick, ex-presidente do Anglo Irish Bank, então a terceira maior entidade financeira do país, em julho de 2008, três meses antes de o Governo garantir todos os depósitos dos principais bancos nacionais.

 

O "Taoiseach" confirmou que aquele encontro de fato ocorreu, mas negou que ambos tenham discutido a situação do Anglo Irish Bank, cuja dívida e posterior colapso acelerou, em dezembro passado, a intervenção internacional nas finanças irlandesas.

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