Premiê israelense defende que Irã sofra intervenção como a Líbia

Benjamin Netanyahu fez provocação ao governo do inimigo Mahmoud Ahmadinejad

AP

24 de março de 2011 | 15h26

Bibi faz visita ao presidente russo Medvedev nesta quinta. Foto: Sergei Chirikov/Efe

 

O primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que o governo iraniano devia ser "interrompido" assim como o regime do coronel Muamar Kadafi na Líbia. O ditador é alvo de ofensiva militar comandada por potências ocidentais e respaldada pelo Conselho de Segurança da ONU.

 

Netanyahu disse em comunicado à TV  russa Vesti que a ambição nuclear do Irã e seus "sonhos de supremacia internacional" representam uma ameaça imediata à segurança global". Ele afirmou ainda que "se temos que domar Kadafi, temos que parar o regime de Teerã da mesma forma". O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, já afirmou diversas vezes sua inimizade com Israel, e a tensão na relação entre os dois países vem crescendo ano após ano.

 

O primeiro-ministro israelense chegou em Moscou nesta quinta-feira, 24, um dia depois de o presidente russo Dimitri Medvedev ter recebido o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas. Especialistas afirmam que essas visitas são parte de um processo para superar barreiras nas conversas entre israelenses e palestinos, que estão atualmente estagnadas.

 

Rússia, Estados Unidos, a União Europeia e as Nações Unidas compõem o quarteto de mediadores do Oriente Médio.

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